A conquista da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain não representou apenas o primeiro título europeu da história do clube francês. O triunfo abriu também a porta para um desafio ainda mais raro e prestigiado: a possibilidade de vários jogadores do PSG conquistarem, na mesma temporada, a Liga dos Campeões e o Campeonato do Mundo de 2026.
Trata-se de uma combinação tão difícil que, em mais de meio século de futebol moderno, apenas 11 jogadores conseguiram atingir esse patamar. A estatística coloca o feito entre os mais exclusivos da história do desporto, reservado apenas a atletas que conseguem dominar simultaneamente o futebol de clubes e o futebol de seleções.
Com o Mundial de 2026 a aproximar-se, quinze jogadores da equipa orientada por Luis Enrique encontram-se perante a oportunidade de transformar uma época já histórica numa campanha lendária.
O cenário é particularmente favorável para várias seleções consideradas candidatas ao título mundial. Entre elas destaca-se Portugal, que conta com uma forte presença de atletas do PSG. João Neves, Nuno Mendes, Vitinha e Gonçalo Ramos chegam ao Mundial depois de conquistarem a Europa e agora procuram levar a seleção portuguesa ao topo do futebol mundial.
A França também apresenta um bloco significativo de jogadores campeões europeus. Didier Deschamps poderá contar com Lucas Hernández, Warren Zaïre-Emery, Désiré Doué, Bradley Barcola e Ousmane Dembélé, atletas que já demonstraram capacidade para competir ao mais alto nível e que agora procuram repetir o sucesso com a camisola dos “Bleus”.
Entre os candidatos surge igualmente Marquinhos, capitão do PSG e uma das figuras mais respeitadas do futebol brasileiro. O defesa-central chega ao Mundial como um dos líderes da seleção orientada por Carlo Ancelotti, que procura devolver o Brasil ao topo do futebol mundial após anos sem conquistar a principal competição internacional.
O lateral-direito Achraf Hakimi também integra o grupo de sonhadores. Capitão da seleção marroquina, o jogador pretende ajudar Marrocos a repetir ou até superar a campanha histórica realizada no Mundial de 2022, quando os africanos alcançaram as meias-finais.
Outros nomes como Kang-in Lee, da Coreia do Sul, Willian Pacho, do Equador, Ibrahim Mbaye, do Senegal, e Fabián Ruiz, da Espanha, também alimentam esperanças de entrar para um grupo extremamente restrito da história do futebol.
A dimensão do desafio torna-se ainda mais evidente quando se observa a lista dos atletas que já conseguiram a chamada “dobradinha perfeita”. Em 1974, sete jogadores do Bayern de Munique conquistaram simultaneamente a Taça dos Clubes Campeões Europeus e o Mundial com a então Alemanha Ocidental. Entre eles estavam lendas como Franz Beckenbauer, Gerd Müller e Sepp Maier.
Durante décadas ninguém voltou a repetir o feito em grande escala. Apenas alguns nomes isolados conseguiram entrar para essa galeria exclusiva, como Christian Karembeu em 1998, Roberto Carlos em 2002, Sami Khedira em 2014 e Raphaël Varane em 2018.
O facto de apenas 11 jogadores terem alcançado esse estatuto demonstra a dificuldade de combinar o sucesso máximo em duas competições completamente distintas, disputadas em contextos diferentes e sob enorme pressão competitiva.
Além do valor estatístico, o feito representa uma consagração absoluta na carreira de qualquer futebolista. Significa vencer a competição mais importante de clubes do planeta e, poucos meses depois, erguer o troféu mais desejado do futebol mundial.
À medida que o Mundial de 2026 se aproxima, a atenção dos adeptos não estará apenas voltada para as seleções favoritas. Também estará centrada neste grupo de jogadores do PSG que procura desafiar a história e escrever os seus nomes ao lado de algumas das maiores lendas que o futebol já produziu.
Se algum deles conseguir completar a missão, deixará de ser apenas campeão europeu ou campeão mundial. Passará a integrar um dos clubes mais exclusivos da história do desporto.
Fontes: futnews24; FIFA; UEFA; arquivos históricos de Campeonatos do Mundo e Liga dos Campeões.