A poucos meses do arranque do Campeonato do Mundo de 2026, marcado para os Estados Unidos, México e Canadá, a atenção dos adeptos continua naturalmente concentrada em nomes já consagrados como Lionel Messi, Kylian Mbappé, Erling Haaland e outras figuras de dimensão global. No entanto, a história dos Mundiais mostra que os grandes torneios também servem para lançar novos protagonistas e transformar jovens promessas em estrelas internacionais.
A edição de 2026 promete seguir essa tradição. Espalhados por diferentes continentes, vários jogadores chegam à competição após épocas de elevado rendimento, prontos para aproveitar a visibilidade do maior palco do futebol mundial.
Entre as seleções africanas, a África do Sul surge como uma das equipas que mais curiosidade desperta. Depois de anos afastada da elite internacional, os “Bafana Bafana” apresentam uma geração ofensiva capaz de surpreender adversários teoricamente superiores. O destaque vai para Oswin Appollis, atacante do Orlando Pirates que soma 11 golos e nove assistências na temporada. Ao seu lado aparece Themba Zwane, jogador experiente e influente, responsável por 11 golos e oito assistências, além de Iqraam Rayners, avançado do Mamelodi Sundowns que já marcou 16 vezes e chega ao Mundial como um dos atacantes africanos em melhor forma.
Marrocos também prepara uma renovação ofensiva. Depois do sucesso alcançado nos últimos anos, os marroquinos apostam agora em nomes como Gessime Yassine, criativo do Strasbourg conhecido pela capacidade de criar oportunidades, e Ayoube Amaimouni-Echghouyab, avançado do Eintracht Frankfurt que soma 11 golos e oito assistências na época e é apontado como uma das futuras referências dos Leões do Atlas.
Na Argélia, as atenções recaem sobre Ibrahim Maza. Com apenas 20 anos, o jogador do Bayer Leverkusen já desperta interesse de vários clubes europeus depois de uma campanha consistente, marcada por golos, assistências e elevada criatividade.
A América do Sul também apresenta candidatos fortes ao estatuto de revelação. Na Argentina, Nico Paz continua a consolidar a sua reputação como um dos jovens mais talentosos da Serie A italiana. O médio ofensivo do Como registou 13 golos e sete assistências e poderá beneficiar da experiência de Lionel Messi para dar o salto definitivo.
No Brasil, dois nomes concentram as expectativas. Rayan Rocha, jovem avançado do Bournemouth, é visto como uma das novas apostas da seleção orientada por Carlo Ancelotti. Já Luiz Henrique, actualmente ao serviço do Zenit, procura confirmar no Mundial a excelente fase que vive desde o regresso ao futebol sul-americano, depois de ter sido peça fundamental na conquista do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores pelo Botafogo.
A Europa também apresenta vários candidatos a surpreender. O croata Luka Vušković continua a impressionar pela maturidade demonstrada na defesa, enquanto Tomáš Chorý, da República Checa, chega ao torneio com 17 golos e cinco assistências, assumindo-se como a principal arma ofensiva da sua seleção.
Entre as seleções consideradas menos favoritas, destacam-se ainda Antonio Nusa, extremo norueguês do RB Leipzig, Kerim-Sam Alajbegović e Esmir Bajraktarevic, jovens promessas da Bósnia e Herzegovina, além do mexicano Gilberto Mora, médio de apenas 17 anos apontado como uma das maiores joias do futebol mexicano.
O Mundial de 2026 poderá também reservar espaço para histórias menos mediáticas. É o caso de Tim Payne, lateral-direito da Nova Zelândia, que aos 32 anos chega ao maior torneio do planeta após conquistar inesperada popularidade nas redes sociais.
Enquanto os holofotes continuam voltados para os grandes craques do futebol mundial, a experiência mostra que é precisamente nestes torneios que surgem novos ídolos. Muitos dos jogadores hoje apontados como promessas podem regressar a casa como figuras globais, transformando completamente a sua carreira e o destino das suas seleções.
Fontes: BeSoccer; estatísticas oficiais dos clubes e seleções nacionais; dados da temporada 2025/2026.