O Manchester United continua a enfrentar dificuldades em competições europeias, e um dado chama cada vez mais atenção: a última vez que o clube avançou da fase de grupos da Liga dos Campeões foi na temporada 2021/2022 — impulsionado quase sozinho por Cristiano Ronaldo, então com 36 anos.
Naquela campanha, Ronaldo realizou uma das fases de grupos mais decisivas da sua carreira, salvando repetidamente a equipa em momentos-limite. Os números falam por si:
• 1 golo vs Villarreal
• 2 golos vs Atalanta (na ida)
• 1 golo vs Atalanta (na volta)
• 1 golo vs Villarreal (na segunda volta)
• 1 golo vs Young Boys
Ao todo, Cristiano marcou 6 golos, vários deles nos minutos finais, garantindo pontos essenciais num grupo extremamente competitivo. Sem essas contribuições, o Manchester United dificilmente teria chegado às eliminatórias.
Desde então, o clube não conseguiu repetir o feito. Instabilidade técnica, consecutivas mudanças de treinador, erros na gestão desportiva e um plantel em constante reconstrução têm afastado o United da elite europeia — um contraste gritante com a época em que Cristiano, mesmo veterano, mantinha a equipa viva praticamente sozinho.
O dado torna-se ainda mais simbólico: o United nunca mais teve um protagonista dessa magnitude na Liga dos Campeões desde a saída do craque português. A ausência de liderança decisiva reflete-se nos resultados, e a crise europeia do clube continua sem solução à vista.
A temporada 2021/22 permanece, até hoje, como o último brilho europeu do gigante inglês — e um lembrete de como Cristiano Ronaldo foi determinante numa equipa que, desde então, não voltou a ser a mesma.