O presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, rompeu o silêncio e expôs, com detalhes inéditos, todo o processo que levou à saída de Xavi Hernández do comando técnico blaugrana. Em declarações fortes e carregadas de emoção, Laporta explicou as contradições, a perda de confiança e as decisões internas que culminaram no fim da segunda passagem do ídolo como treinador do clube.
🔵🔴 CONTRADIÇÕES MARCARAM O INÍCIO DO FIM
Laporta começou por recordar o primeiro momento de ruptura. Segundo o presidente, Xavi havia anunciado publicamente que deixaria o Barcelona ao final da temporada, admitindo desgaste e necessidade de uma mudança no ciclo técnico.
Dias depois, porém, o cenário mudou completamente.
“Xavi pediu para se encontrar comigo em casa. Explicou que, na verdade, queria continuar e sentia dentro dele que ainda era o treinador certo para o Barça.” — recordou Laporta.
Essa reviravolta surpreendeu a direção, que viu no gesto um sinal de esperança. Laporta afirma que fez apenas uma pergunta-chave:
“Xavi, você acredita na equipe?”
‘Acredito 100% que farei destes jogadores campeões’, respondeu-me.”
Essa garantia teria sido determinante para que a intenção inicial de demissão fosse suspensa.
⚠️ MAS UMA SEMANA DEPOIS… OUTRA DECLARAÇÃO ABALOU A CONFIANÇA
Laporta relata que a verdadeira quebra de confiança aconteceu logo na semana seguinte, quando Xavi concedeu uma conferência de imprensa onde afirmou que a equipa precisava de dois anos para ser realmente competitiva.
Para o presidente, essa afirmação anulava completamente o compromisso assumido dias antes.
“Pensei: ‘O que é isto?’” — disse Laporta, evidenciando perplexidade.
Enquanto internamente Xavi dizia ser possível lutar por títulos com o elenco atual, publicamente transmitia uma mensagem de reconstrução longa — justamente o oposto do que havia prometido à direção.
🟦 Deco entra na história: pedidos de mudanças no elenco
Segundo Laporta, o treinador também conversou com Deco, diretor desportivo, levantando a possibilidade de reformular partes importantes do plantel. A necessidade de mexer no elenco, para a direção, entrava em choque direto com a ideia de que o grupo era suficientemente competitivo para brigar por títulos.
Laporta garantiu que não houve conflito direto, mas reconheceu que o discurso duplo tornou impossível seguir.
“Tenho muito respeito por Xavi, e as suas palavras tocaram-me profundamente. Mas havia mensagens contraditórias demais.”
🏟️ “NO BARÇA, A INSTITUIÇÃO VEM PRIMEIRO”
Num dos trechos mais marcantes, Laporta retomou exemplos de decisões duras tomadas pelo clube no passado recente:
- Lionel Messi, maior ídolo da história;
- Jordi Alba,
- Sergio Busquets,
- Gerard Piqué,
- Ronald Koeman — e até o próprio Xavi como jogador.
Todos passaram por momentos de despedidas traumáticas, mas inevitáveis.
“No Barça, a instituição está acima de todos: jogadores, presidentes e treinadores.” — reforçou.
Para Laporta, essa filosofia impõe decisões difíceis, porém necessárias, para preservar a competitividade e identidade do clube.
🔚 UM CICLO QUE SE FECHA ENTRE ADMIRAÇÃO E DECEPÇÃO
Apesar da contundência, Laporta fez questão de destacar que mantém respeito por Xavi como ídolo e treinador. No entanto, a sucessão de mensagens contraditórias teria deixado a direção sem margem de confiança.
A demissão, segundo ele, não foi fruto de conflito pessoal, mas sim da necessidade de proteger o futuro do clube.
📌 Em resumo, segundo Laporta, Xavi caiu porque:
- Disse que sairia, depois voltou atrás;
- Garantiu 100% de confiança no elenco, mas dias depois pediu dois anos para competir;
- Sugeriu mudanças de jogadores que antes dizia serem suficientes;
- Passou mensagens divergentes à direção e à imprensa;
- E, no fim, deixou a liderança do projeto desconectada da visão institucional.
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