O AC Milan vive um dos momentos mais sólidos da temporada e parte para Riade, na Arábia Saudita, com confiança reforçada para disputar a semifinal da Supercopa da Itália frente ao Napoli, de Antonio Conte. Entre os vários fatores que explicam a estabilidade dos rossoneri, um nome jovem vem ganhando destaque e simbolizando essa fase positiva: Davide Bartesaghi.
Atual campeão da competição, o Milan integra o Final Four ao lado de Juventus, Bologna e Napoli, todos de olho num troféu que, além do prestígio desportivo, carrega um forte peso simbólico para o início do ano. A equipa orientada por Massimiliano Allegri chega embalada por uma campanha consistente na Serie A, onde ocupa a segunda posição, apenas um ponto atrás da líder Inter, somando nove vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.
O último jogo antes da viagem para o Médio Oriente reforçou ainda mais o clima de otimismo. No empate por 2-2 frente ao Sassuolo, em San Siro, o protagonista foi inesperado: Bartesaghi marcou dois golos, assinando um feito raro para um defensor tão jovem. Com o doblete, tornou-se o terceiro defesa mais novo da história do Milan a marcar duas vezes numa mesma partida, atrás apenas de lendas como Paolo Maldini e Jan-Carlo Simić.
Formado nas categorias de base do clube, Bartesaghi atravessa o seu primeiro ciclo como integrante efetivo da equipa principal. Após algumas aparições na temporada 2023/24, onde somou oito jogos na Serie A, o lateral ganhou mais espaço em 2024/25, acumulando já sete presenças e mostrando maturidade muito acima da média para a sua idade.
A ascensão do jovem defensor surge num contexto de necessidade. As ausências de Theo Hernández e o rendimento irregular de Estupiñan abriram espaço no flanco esquerdo, e Bartesaghi soube transformar a emergência numa oportunidade de afirmação. Seguro defensivamente, disciplinado taticamente e cada vez mais confiante no apoio ao ataque, o lateral conquistou a confiança da equipa técnica e dos adeptos.
Os números reforçam essa importância. Com Bartesaghi em campo, o Milan realizou 28 jogos e perdeu apenas uma vez. O balanço impressiona: 20 vitórias, sete empates e apenas um desaire, o que representa uma taxa de sucesso superior a 70%. Na Serie A, o registo é ainda mais expressivo: em 21 partidas com o jovem lateral, o Milan não sofreu qualquer derrota, somando 15 triunfos e seis empates. Na Liga dos Campeões, registam-se uma vitória e um empate, enquanto a única derrota ocorreu na Taça de Itália, frente à Lazio, nas oitavas de final.
Agora, Bartesaghi prepara-se para a sua estreia na Supercopa da Itália, num palco internacional e sob grande pressão. Apesar da juventude, o lateral representa hoje uma garantia de equilíbrio e confiança para o Milan, que deposita nele — e na sua curiosa “aura” de invencibilidade — a esperança de continuar a trilhar um caminho vencedor.
O que começou como uma oportunidade pontual transformou-se numa afirmação clara: Bartesaghi deixou de ser apenas uma promessa e tornou-se uma realidade influente no Milan, exatamente no momento em que o clube luta por títulos e estabilidade.
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