A pressão no Real Madrid atingiu níveis inéditos nesta reta final de 2025, e Xabi Alonso está literalmente a um passo da porta de saída. Apesar da exibição encorajadora diante do Manchester City, o treinador basco entra na fase decisiva da temporada com a corda no pescoço: não vencer Alavés, Talavera e Sevilla significa demissão imediata.
O cenário, divulgado por múltiplas fontes próximas ao clube, evidencia o clima de tensão no Bernabéu, que voltou a viver dias de instabilidade quase típicos da “era dos treinadores descartáveis”.
Um técnico encurralado por resultados e por expectativas irreais
Xabi Alonso chegou ao Real Madrid carregando a aura de sucessor natural de Ancelotti e o estatuto de um dos treinadores mais promissores da Europa, depois do sucesso brilhante no Bayer Leverkusen. Porém, em Madrid, o pedestal vira cadafalso muito rápido.
A derrota contra o Celta despertou a ira da direção. O bom desempenho contra o Manchester City amenizou a pressão, mas apenas por algumas horas — um mero respiro, não uma solução.
No clube, há quem veja a continuidade de Xabi como uma mera questão matemática:
Se não vencer os três jogos antes do Natal, está fora.
Simples assim.
Alavés, Talavera e Sevilla: três jogos, três “finais”
O Real Madrid encara agora:
- Alavés (La Liga) – um tropeço aqui significaria demissão antes do Natal.
- Talavera (Taça do Rei) – cair frente a um rival pequeno seria uma humilhação institucional.
- Sevilla (La Liga) – última oportunidade para mostrar evolução e recuperar terreno na tabela.
A ordem interna é clara: o Madrid não aceita deslizes em dezembro. Com o Barcelona também à procura de vantagem antes da pausa de inverno, perder pontos é abrir espaço para o rival histórico — algo que a cúpula madridista considera imperdoável.
O vestiário apoia Xabi — mas isso basta?
Curiosamente, os jogadores formaram uma espécie de pacto silencioso: assumir a culpa pela má fase e proteger o treinador. Segundo relatos internos, figuras experientes do elenco pediram mais união, reforçando que a queda de rendimento não pode ser atribuída apenas ao técnico.
Esse apoio é importante, mas no Real Madrid, apoio de vestiário nunca superou a lógica fria da diretoria:
Resultados primeiro. Argumentos depois.
Uma análise mais crítica: Xabi é vítima ou culpado?
Aqui entra a opinião:
Xabi Alonso está a pagar por uma combinação explosiva:
- Expectativas irreais para um treinador jovem num gigante como o Real Madrid
- Pressão por títulos imediatos, típica da cultura do clube
- Desgaste estrutural da equipe, que ainda mostra carências em setores-chave
- Falta de um plano B tático reconhecido pela crítica
No entanto, também se percebe que há uma impaciência exagerada. A direção contratou um treinador com visão de médio prazo, mas quer resultados de curto prazo — um paradoxo habitual em Valdebebas.
Xabi pode não ser perfeito, pode ter cometido erros táticos, mas demitir um técnico que viu evolução contra o City e ainda tenta implementar o seu estilo parece, no mínimo, contraditório.
O futuro imediato: tudo ou nada
Xabi Alonso entra nos últimos jogos de 2025 como um equilibrista sem rede:
- vitória = continua,
- empate = discute-se,
- derrota = despedida.
Os próximos dias decidirão não só o futuro dele, mas também o rumo institucional do Real Madrid: continuidade, ou mais um capítulo na já longa lista de mudanças bruscas no comando técnico.
Uma coisa é certa:
Se o Real Madrid não vencer os três jogos, o último ato de Xabi Alonso no banco poderá ser lembrado como um dos períodos mais curtos — e injustos — da história recente do clube.
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