O Manchester United oficializou esta terça-feira a saída de Ruben Amorim do comando técnico da equipa principal, numa decisão que surge poucas horas depois do empate frente ao Leeds e que já está a gerar forte debate em Inglaterra.
Num comunicado divulgado pelo clube, os red devils confirmam o fim da ligação com o técnico português, mas com um detalhe que não passou despercebido: Amorim é referido ao longo do texto como head coach (treinador), e não como manager — função que o próprio português garantiu ter-lhe sido prometida aquando da sua contratação.
Na véspera do anúncio, Amorim mostrou-se visivelmente irritado ao abordar o tema em conferência de imprensa, afirmando:
“Sei que não me chamo Mourinho, mas vim para ser o manager do United, não apenas o treinador.”
A divergência entre a visão do clube e a expectativa do técnico parece ter pesado na decisão final da direção.
Contratado em novembro de 2024, Ruben Amorim conduziu o Manchester United à final da Liga Europa, disputada em Bilbao, em maio, mas a campanha interna ficou aquém das ambições do clube. Atualmente, a equipa ocupa a sexta posição da Premier League, cenário que levou a administração a optar por uma mudança imediata no comando técnico.
“O Manchester United, com pesar, tomou a decisão de que este era o momento certo para uma mudança, dando à equipa a oportunidade de alcançar a melhor colocação possível na Premier League”, refere o comunicado.
O clube agradeceu ainda a contribuição de Amorim e desejou-lhe sucesso no futuro, confirmando que Darren Fletcher assumirá interinamente o comando da equipa, já no próximo compromisso frente ao Burnley, marcado para quarta-feira.
A saída de Ruben Amorim abre agora um novo capítulo em Old Trafford e relança o debate sobre a estrutura de liderança do clube, frequentemente criticada pela instabilidade técnica e pela indefinição de papéis entre manager e head coach.