A utilização reduzida de Endrick durante a passagem de Xabi Alonso pelo comando técnico do Real Madrid causou surpresa dentro da própria estrutura do clube. De acordo com informações apuradas pelo The Athletic, dirigentes e membros da hierarquia merengue não compreenderam a decisão do treinador espanhol de oferecer tão poucos minutos ao jovem avançado brasileiro, considerado um dos principais investimentos recentes do clube.
Contratado como aposta estratégica para o futuro, Endrick chegou a Madrid com grande expectativa, tanto pelo seu desempenho no futebol brasileiro quanto pelo plano traçado pela direção desportiva, que previa uma integração progressiva ao plantel principal. No entanto, na prática, o atacante teve participações pontuais e tempo de jogo muito limitado, mesmo em momentos em que a equipa enfrentava dificuldades ofensivas ou necessitava de alternativas no ataque.
Segundo relatos citados pelo The Athletic, a situação gerou inquietação nos bastidores, sobretudo porque o clube acreditava que o jogador poderia contribuir mais, ainda que de forma gradual. Internamente, havia a percepção de que a falta de oportunidades não estava alinhada com a política de desenvolvimento de jovens talentos defendida pela direção.
A opção de Xabi Alonso acabou por acelerar a decisão de emprestar Endrick, permitindo que o atleta tivesse minutos regulares e continuidade competitiva longe do Santiago Bernabéu. A saída temporária foi vista como uma solução para proteger o crescimento do jogador, evitando estagnação numa fase crucial da carreira.
O episódio reforça as divergências que marcaram a curta passagem de Xabi Alonso pelo Real Madrid, período em que também surgiram questionamentos sobre gestão de elenco e comunicação interna. Para o clube, o dossiê Endrick permanece aberto e será reavaliado à luz do desempenho do jogador fora de Madrid e das próximas decisões técnicas. (Futnews24)