O Real Madrid viveu uma noite para esquecer no Santiago Bernabéu. A derrota por 2–0 para o Celta de Vigo, pela 15ª jornada da LaLiga, ficou ofuscada por um conjunto de incidentes disciplinares que revelam um dos momentos de maior tensão interna da equipa nos últimos meses. O relatório oficial do árbitro Alejandro Quintero González expõe um cenário de descontrolo emocional, protestos agressivos e comportamentos que ultrapassaram os limites da rivalidade desportiva.
A expulsão inicial de Fran García, ainda durante o jogo, foi apenas o início de uma sequência turbulenta que envolveu três jogadores expulsos, múltiplas advertências e até um confronto verbal no túnel com Dani Carvajal, que nem sequer estava relacionado para a partida.
Um jogo tenso que se transformou em caos
Dentro de campo, o Real Madrid já mostrava sinais de desconforto: falta de criatividade, dificuldade de circulação de bola e nervosismo crescente. O público percebeu, o Celta aproveitou e a pressão aumentou.
A primeira expulsão — a de Fran García — até passou quase despercebida para muitos adeptos, já que o segundo cartão amarelo resultou de uma falta evidente. O problema veio depois.
Alvaro Carreras: o estopim
O lateral foi advertido por “fazer observações técnicas”, segundo o relatório. No mesmo minuto, teria dito ao árbitro:
“Você é horrível.”
A frase, considerada insultuosa, levou ao cartão vermelho direto.
A partir daí, a equipa perdeu completamente a compostura. Xabi Alonso protestou da linha lateral, enquanto vários jogadores cercaram o árbitro, entre eles Rodrygo e Fede Valverde, ambos penalizados com cartões amarelos por reclamação. A atmosfera tornou-se pesada e claramente hostil.
A noite negra de Endrick
O jovem brasileiro, que começou no banco, acabou envolvido no turbilhão emocional. O relatório aponta que Endrick levantou-se da área técnica, aproximou-se do quarto árbitro e gritou exigindo uma intervenção da equipa técnica.
Resultado: terceira expulsão do Real Madrid na mesma noite.
Para um jogador que está ainda a adaptar-se ao futebol europeu, este episódio levanta preocupações sobre gestão emocional e maturidade competitiva.
Carvajal: o incidente mais inesperado
O momento mais surpreendente do relatório foi talvez o que envolveu Dani Carvajal, lesionado e vestido à civil.
Segundo o árbitro, Carvajal aproximou-se nos corredores do estádio e afirmou:
“O nível que você mostra… depois fica chorando na entrevista coletiva.”
A frase, considerada desrespeitosa, foi registada formalmente. É raro — e grave — quando um jogador fora da ficha de jogo se envolve em conflitos com a equipa de arbitragem.
Análise – Um Real Madrid emocionalmente à deriva
Os episódios descritos revelam muito mais do que frustração momentânea. Mostram um clube sob pressão, com jogadores nervosos, psicologicamente carregados e incapazes de controlar reações básicas em campo.
Impacto para o Real Madrid
- Prejudica a imagem institucional do clube.
- Afeta o moral da equipa num momento decisivo da temporada.
- Pressiona ainda mais Xabi Alonso, que já enfrenta questionamentos.
- Expulsões significam desfalques em jogos importantes.
- Pode motivar sanções adicionais da Federação espanhola.
O Real Madrid, historicamente associado a disciplina e grandeza competitiva, mostra agora fissuras claras numa fase em que deveria demonstrar força.
Opinião – A derrota foi o menor dos problemas
Perder faz parte do futebol, mas perder a cabeça é imperdoável num clube da dimensão do Real Madrid. A reação coletiva dos jogadores sugere:
- Falta de liderança emocional,
- Tensão interna crescente,
- E uma equipa que ainda não encontrou equilíbrio sob o comando de Xabi Alonso.
O relatório da partida não é apenas um documento disciplinar: é um espelho de um Real Madrid vulnerável, irritado e longe da serenidade necessária para disputar títulos.
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