Parc des Princes viveu uma das noites mais intensas da Champions League 2025/26. Em um duelo que teve oito gols, viradas, falhas defensivas, explosões individuais e uma atmosfera elétrica, o Paris Saint-Germain venceu o Tottenham por 5–3, impulsionado por uma atuação absolutamente monumental de Vitinha, autor de três gols e maestro de praticamente todas as ações de criação da equipe francesa.
Depois de semanas turbulentas e uma derrota recente contra o Bayern, o PSG sabia que precisava reagir — mas ninguém imaginava que a resposta viria num espetáculo tão caótico quanto memorável.
Primeiro tempo: PSG domina, mas Tottenham fere primeiro

Nos primeiros 20 minutos, Paris mostrou agressividade, posse alta e clara intenção de impor ritmo.
Fabian Ruiz tentou de longe logo aos 8’, obrigando Vicario a fazer sua primeira boa defesa da noite.
Pouco depois, Kvaratskhelia, numa jogada de posse longa e troca rápida de passes, finalizou rente à trave.
Tudo parecia sob controle para os franceses.
Mas o Tottenham, paciente e frio, aproveitou a primeira brecha.
Aos 35’, numa jogada de cruzamento pelo lado direito, Richarlison antecipou a zaga e cabeceou para fazer 1–0, silenciando por alguns instantes o estádio parisiense. O golo saiu contra o fluxo do jogo — mas mostrou que os ingleses estavam ali para muito mais do que resistir.
O empate, porém, viria em grande estilo.
Aos 45’, Vitinha recebeu espaço fora da área, ajeitou o corpo e disparou um remate poderoso que bateu no travessão antes de entrar. Um golaço técnico, preciso e emocional. O Parc explodiu.
1–1, e tudo novamente aberto antes do intervalo.
Segundo tempo: meia hora de loucura — 6 gols, virada dupla e o show de Vitinha

Se o primeiro tempo foi intenso, a segunda parte virou um filme de ação.
50’ — Tottenham volta a frente: 1–2
Logo no início, o Tottenham castigou uma nova desatenção defensiva parisiense.
Randal Kolo Muani, hoje do lado inglês, aproveitou uma jogada rápida e empurrou para o fundo: 1–2.
O PSG sentiu. O estádio sentiu. Por alguns minutos, o Tottenham parecia muito perto de ampliar.
Mas então Vitinha decidiu assumir o jogo.
53’ — Vitinha empata outra vez: 2–2
Apenas três minutos depois, o médio português recebeu na meia-lua, limpou com o pé esquerdo e rematou rasteiro no canto. Um golo inteligente, técnico e gelado.
O Parc acordou novamente: 2–2.
59’ — A virada: 3–2
Em uma pressão alta iniciada por João Neves, o jovem português recuperou a bola e, com um toque de calcanhar, deixou Fabian Ruiz na cara do gol. O espanhol não perdoou: 3–2.
O PSG virava o jogo pela primeira vez, e Luis Enrique se agitava à beira do campo pedindo mais intensidade ofensiva.
65’ — Pacho amplia: 4–2
Num escanteio do lado esquerdo, o caos reinou dentro da área inglesa.
A bola sobrou para Willian Pacho, que bateu cruzado para fazer 4–2.
O estádio virou festa total.
Mas o Tottenham, competitivo, ainda não estava morto.
72’ — Kolo Muani reduz: 4–3
Numa jogada rápida, novamente Kolo Muani apareceu livre e finalizou com frieza, devolvendo esperança aos ingleses: 4–3.
A pressão aumentou, e o jogo ficou aberto demais — qualquer equipe poderia marcar.
Mas naquele dia, ninguém estava no nível de Vitinha.
76’ — Hat-trick e o golpe final: 5–3

Após sofrer um penalti dentro da área, Vitinha tomou a bola nas mãos, respirou fundo e cobrou com frieza:
5–3.
O Parc explodiu como se fosse um jogo de semifinal.
O português completava um hat-trick histórico, carregando o PSG nos momentos decisivos.
Final dramático — e uma expulsão
Aos 90+3’, Lucas Hernández foi expulso após uma entrada dura sobre Xavi Simons. Mesmo com 10 homens, o PSG controlou os últimos minutos e segurou a vitória.
Quando o apito final ecoou, jogadores, comissão e torcedores sabiam:
tinham acabado de testemunhar uma das partidas mais vibrantes da Champions nesta década.
Análise final: o jogo que consolidou Vitinha como líder do meio-campo parisiense
A partida foi um retrato perfeito do PSG sob Luis Enrique:
- ofensivo,
- intenso,
- tecnicamente brilhante,
- mas também vulnerável defensivamente.
Entretanto, a grande história da noite não foi tática: foi individual.
Vitinha entregou uma das melhores exibições da sua carreira:
- 3 golos (dois de remate, um de penalti),
- 1 assistência prévia para jogadas perigosas,
- controle de ritmo,
- pressão alta,
- construção de jogo e liderança emocional.
O Tottenham foi competente ofensivamente, mas caiu diante de um PSG mais inspirador e, acima de tudo, mais decidido a vencer.
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