A discussão sobre as naturalizações na Seleção Nacional tem ganhado destaque entre os adeptos, sobretudo após recentes análises que apontam que “tirando Jonathan Muiomo, todas as naturalizações da seleção nacional vingaram”. E, olhando para o desempenho em campo, os números confirmam que os jogadores nascidos fora de Moçambique tornaram-se peças fundamentais no crescimento competitivo dos Mambas.
Alfons Amade: o motor do meio-campo
Com 17 jogos pela seleção e 1 golo, Alfons Amade consolidou-se como um dos jogadores mais importantes do meio-campo moçambicano. A sua capacidade de pressão, equilíbrio tático e inteligência na circulação da bola fizeram dele uma referência em praticamente todas as competições recentes. Muitos adeptos até o consideram um dos maiores acertos da nova geração.
Ricardo Guima: consistência e liderança
Guima soma 20 jogos, 2 golos e 1 assistência, além de ter sido eleito MVP em um jogo do CAN — um feito raro para um jogador recém-integrado à seleção. A sua visão de jogo, maturidade e intensidade garantiram-lhe status de titular indiscutível, tornando-o numa das colunas centrais da equipa de Chiquinho Conde. Guima é atualmente visto como um dos mais completos médios que os Mambas têm.

Pepo Santos: criatividade que faltava
Com 13 jogos, 2 golos e 2 assistências, Pepo Santos tornou-se o grande nome do setor ofensivo do meio-campo. A sua técnica, inteligência entrelinhas e facilidade em decidir jogos trouxeram a criatividade que os adeptos durante anos pediram na seleção. É hoje considerado uma das naturalizações mais impactantes dos últimos tempos.
Diogo Calila: dono da lateral direita
Mesmo com “apenas” 5 jogos, Diogo Calila já conquistou a posição de titular absoluto na lateral direita. Forte no um-contra-um defensivo e extremamente disciplinado taticamente, Calila elevou a competitividade na ala, um setor que historicamente representava fragilidade na seleção moçambicana.
A exceção: Jonathan Muiomo
O único nome que não correspondeu às expectativas foi Jonathan Muiomo, que acabou não conseguindo impor-se na seleção, seja por questões físicas, rendimento ou adaptação. Ao contrário dos outros naturalizados, Muiomo não encontrou espaço para se firmar, tornando-se a exceção numa política que, no geral, tem dado resultados positivos.
Naturalizações: estratégia válida?
O desempenho de Amade, Guima, Pepo e Calila deixa clara a resposta: sim, a política de naturalizações tem fortalecido os Mambas. A equipa tornou-se mais competitiva, mais madura e tecnicamente mais capaz. E, se os resultados continuarem nesta linha, a seleção pode alcançar novos patamares nos próximos anos.
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