A caminhada de Marrocos rumo ao mata-mata da Copa das Nações Africanas sofreu um travão inesperado, num empate que expôs tanto a competitividade do torneio quanto a dificuldade histórica de confirmar favoritismos em solo africano. Diante do Mali, os anfitriões ficaram no 1 a 1, resultado que obriga a seleção marroquina a adiar a confirmação da vaga para a próxima fase.
Num jogo marcado pelo equilíbrio e pela tensão típica da CAN, o desfecho foi decidido em dois penáltis, um para cada lado. Marrocos abriu o marcador já nos acréscimos da primeira parte, mas não conseguiu transformar a vantagem em controlo absoluto do encontro. O Mali, fiel à sua imagem de equipa física e disciplinada, manteve-se organizado e foi recompensado com o empate no segundo tempo.
O resultado teve um peso simbólico adicional: interrompeu uma série histórica de 19 vitórias consecutivas da seleção marroquina, uma sequência que vinha sendo apresentada como sinal claro de maturidade competitiva da equipa orientada por Walid Regragui. Ainda assim, Marrocos mantém-se na liderança do Grupo A, com quatro pontos em dois jogos, embora sem a tranquilidade esperada.
Para o Mali, o empate representa mais do que um simples ponto. Num torneio em que seleções tradicionalmente menos mediáticas desafiam gigantes continentais, o desempenho reforça a narrativa de que o futebol africano vive um momento de maior equilíbrio técnico e tático. Com dois pontos somados, os malineses continuam vivos na luta pela qualificação, ao lado da Zâmbia.

A ausência de Achraf Hakimi, ainda em recuperação de lesão, voltou a ser notada, não apenas pelo impacto desportivo, mas também pelo peso simbólico do capitão num torneio disputado em casa. Coube a Brahim Díaz assumir o protagonismo ofensivo, mas nem mesmo o talento individual foi suficiente para desmontar a resistência malinesa ao longo dos 90 minutos.
Com o regulamento a permitir a passagem dos melhores terceiros colocados, Marrocos segue numa posição relativamente confortável. Ainda assim, o empate serve de alerta: na Copa África, estatuto e ranking raramente garantem caminhos fáceis, e cada jogo exige máxima concentração até ao apito final.
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