pré-convocatória dos mambas para a can 2025: uma lista ousada que mostra ambição e mudança
A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou a pré-convocação de 55 jogadores para a CAN Marrocos 2025, numa das listas mais extensas, competitivas e diversificadas dos últimos anos. O seleccionador nacional demonstra, com esta escolha, que pretende renovar a equipa, concorrer com intensidade e evitar dependência de nomes fixos, abrindo a porta a jogadores que se destacam tanto dentro como fora do país.
A convocatória é um misto de experiência, renovação, jogadores em ascensão e talento internacional espalhado por mais de 15 ligas. E pela primeira vez em muitos anos, Moçambique apresenta um grupo numericamente robusto e claramente pensado para criar concorrência saudável em todas as posições.
🧤 GUARDA-REDES
- Ernan Alberto Siluane – Associação Black Bulls
- Fasistencio João Faza “Fazito” – Ferroviário de Nampula
- Teixeira Nhanombe – Associação Black Bulls
- Ivane Oficial Urrubal – Ferroviário de Nacala
- Kimiss Rabelina Zavala – Marítimo (Portugal)
- José Ventura Guirrugo – Ferroviário de Maputo
- Armando Doutor – Costa do Sol
- Crimildo de Melo – Ferroviário da Beira
Opinião:
A baliza é um dos sectores com maior profundidade. Há forte concorrência entre Siluane e Guirrugo, mas a inclusão de Kimiss Zavala, que actua em Portugal, pode trazer maturidade internacional. A selecção parece finalmente construir uma base segura na posição mais sensível da equipa.
DEFESAS
- Domingos João Macandza “Mexer” – ABB
- Bruno Langa – Chipre
- Oscar Cherene – UD Songo
- Valter Nhacussa – Ferroviário da Beira
- Calila – Santa Clara (Portugal)
- Infren Matola – UD Songo
- Edmilson Dove – Iraque
- Reinildo Mandava – Inglaterra
- Chico Muchanga – Costa do Sol
- Mexer Sitoe – Turquia
- Nené – Líbia
- Chamboco – ABB
- Guebuza – Portugal
- Martinho Thauzene – ABB
Opinião:
Este é claramente o sector mais experiente. O regresso de Reinildo Mandava oferece liderança defensiva e inteligência táctica. A presença simultânea de Dove, Bruno Langa e Calila dá amplitude e mobilidade às laterais. A defesa dos Mambas nunca esteve tão rica em opções, algo raro na história da selecção.
MÉDIOS
- Sampaio – Ferroviário de Maputo
- João Bonde – Ferroviário da Beira
- Guima – Azerbaijão
- Manuel Kambala – África do Sul
- Keyns Abdala – Portugal
- Ezequiel Machava – Ferroviário de Maputo
- Pepo – Portugal
- Amadou – Tanzânia
- Shaquille Nangy – Angola
- Alfonso Amade – Escócia
- Domingues – UD Songo
- Ali Abudo – Costa do Sol
Opinião:
O meio-campo está equilibrado entre criatividade e força física.
- Guima e Kambala dão consistência e intensidade.
- Domingues, mesmo veterano, continua a ser cérebro e calma em campo.
- Keyns Abdala e Shaquille Nangy oferecem variações tácticas importantes.
Aqui o seleccionador terá um “bom problema”: escolher apenas quatro ou cinco titulares num mar de jogadores com características diversas.
AVANÇADOS
- Clésio – ABB
- Geny Catamo – Sporting (Portugal)
- Witi – Portugal
- Gildo Vilanculos – Líbano
- António Sumbane – ABB
- Tomás Mahumane – Vilanculos
- Chamito – Portugal
- Stanley Ratifo – Alemanha
- Melque – UD Songo
- Faizal Bangal – Itália
- Ângelo Cantolo – Chingale
- Miquissone – UD Songo
- Alcides – UD Songo
- Stélio Ernesto – Ferroviário de Maputo
- Elias Macamo – Ferroviário de Maputo
- Dayo – Ferroviário da Beira
- Ivan Mário – Lichinga
- Fortinho – Lichinga
- Naftal Titos – Ferroviário de Maputo
- Jonathan Muiomo – Alemanha
- Pachoio La Ha King – UD Songo
Opinião:
Na frente, Moçambique vive talvez o seu período mais brilhante dos últimos anos.
- Geny Catamo está num nível europeu, sendo hoje o jogador mais decisivo dos Mambas.
- Clésio e Miquissone trazem velocidade e experiência continental.
- Witi, Melque e Ratifo garantem alternativas táticas.
O ataque tem explosão, técnica e jogadores que podem decidir jogos — algo essencial numa CAN.
ANÁLISE GERAL — O QUE ESTA LISTA MOSTRA SOBRE OS MAMBAS
1. Ambição real de chegar longe
O seleccionador deixou claro que não quer apenas participar, mas competir. A pré-convocatória é longa, criteriosa e mostra preparação séria.
2. Moçambique está a internacionalizar-se
Nunca houve tantos jogadores espalhados por ligas competitivas. Isso é sinal de crescimento do talento nacional.
3. Renovação com responsabilidade
A mistura entre veteranos (Domingues, Clésio, Mexer) e jovens (Catamo, Pepo, Keyns) cria equilíbrio perfeito.
4. A FMF vive um momento de maior organização
A divulgação completa, estruturada e transparente reforça a imagem de evolução institucional.
OPINIÃO FINAL
Esta é, possivelmente, a pré-convocação mais forte dos Mambas na última década.
Moçambique entra na CAN 2025 com:
- Mais soluções
- Mais experiência internacional
- Mais talento ofensivo
- Mais estabilidade defensiva
- Mais ambição
Se houver boa preparação e gestão emocional, os Mambas têm condições reais de fazer história e alcançar pela primeira vez os quartos-de-final da CAN.
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