O Liverpool vive horas de tensão e incerteza em torno do futuro de Mohamed Salah, num dos momentos mais delicados da era pós-Jürgen Klopp. O avançado egípcio aguarda a decisão final do clube sobre a sua inclusão — ou exclusão — da comitiva que viaja para Itália, onde os ‘Reds’ enfrentam o Inter de Milão nesta terça-feira, num duelo crucial da fase de grupos da Champions League.
O caso tornou-se o centro das atenções em Inglaterra depois das declarações públicas de Salah no fim de semana, nas quais criticou o técnico Arne Slot e afirmou sentir-se “atirado aos leões” numa época marcada por irregularidades, lesões e incertezas táticas.
Uma ausência que levantou suspeitas
Salah foi suplente não utilizado no empate por 3–3 frente ao Leeds, um resultado que já tinha criado pressão sobre o clube. No entanto, o foco deslocou-se rapidamente para a lateral do relvado — e para o banco — onde o craque egípcio permaneceu sentado durante os 90 minutos.
Fontes próximas ao balneário indicam que Salah ficou profundamente incomodado com a decisão técnica, acreditando que foi penalizado injustamente por questões internas, num momento em que sente que ainda pode ser decisivo para o clube.
Declarações explosivas que abalaram o ambiente
Em declarações inesperadas após o jogo, Salah expôs publicamente a sua frustração:
“Fui atirado aos leões esta época.”
A frase caiu como uma bomba em Anfield. Dentro do clube, os comentários foram vistos como uma das críticas mais duras feitas por Salah desde que chegou a Liverpool em 2017. Para muitos dirigentes, abriu um debate urgente:
deve o clube agir disciplinarmente contra a sua maior estrela?
As palavras do capitão da seleção egípcia sugerem uma ruptura emocional que pode ter impactos profundos numa relação construída ao longo de oito temporadas, recheadas de títulos, recordes e idolatria por parte dos adeptos.
Discussões internas ao mais alto nível
Na manhã desta segunda-feira, enquanto Salah se apresentava normalmente no AXA Training Centre, o ambiente nos bastidores era completamente diferente.
O departamento de futebol, a direção e membros da equipa técnica passaram o dia em reuniões internas, avaliando:
- possíveis medidas disciplinares
- se a viagem do jogador comprometeria a preparação da equipa
- o impacto no balneário
- a repercussão pública e mediática
- a gestão da imagem institucional do Liverpool
Segundo fontes internas, a possibilidade de excluir Salah da viagem não está descartada — decisão que, se tomada, representaria o momento mais tenso entre jogador e clube desde a sua chegada.
Um jogo decisivo chega no pior momento possível
O Liverpool enfrenta o Inter no San Siro num jogo que pode decidir a continuidade dos ‘Reds’ na competição. A presença — ou ausência — de Salah neste confronto tem peso desportivo e emocional.
Para Arne Slot, trata-se de uma partida que pode definir a confiança na sua liderança. Para Salah, pode ser o início do fim da sua história no clube. E para o Liverpool, representa uma encruzilhada:
priorizar a disciplina ou apostar no talento num momento crítico?
Possíveis consequências para o futuro
Se Salah for deixado fora da convocatória:
- a relação com Arne Slot pode tornar-se irreparável
- a janela de transferências de janeiro pode ganhar contornos dramáticos
- clubes da Arábia Saudita, que já sondaram o jogador, podem voltar à carga
- a pressão da torcida de Anfield pode aumentar
- Salah pode sentir que o ciclo no clube chegou ao fim
Se for incluído, todos os olhos estarão voltados para a sua postura, reação e desempenho.
Uma decisão com peso histórico
O Liverpool deverá anunciar ainda hoje a decisão final, antes da partida para Milão. Seja qual for o desfecho, o episódio marca uma mudança significativa no ambiente interno do clube e na relação com aquele que foi, durante anos, o rosto ofensivo mais determinante dos ‘Reds’.
Mohamed Salah, que sempre manteve postura discreta, encontra-se agora no centro de uma polémica que pode redefinir o seu legado em Anfield.
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