O treinador moçambicano José Macuácuà iniciou oficialmente uma nova etapa na sua carreira ao assumir o comando técnico do Ferroviário de Maputo, com uma missão clara: devolver o histórico clube da capital à disputa directa por troféus nacionais.
Após mais de uma década à frente da equipa sénior masculina da A Politécnica, Macuácuà despediu-se de um ciclo marcante para abraçar um dos maiores desafios do basquetebol moçambicano. O destino reservou-lhe um reencontro imediato com o passado: a estreia no novo clube aconteceu precisamente frente à formação universitária, em jogo da jornada inaugural da Jogabets Summer League.
Um reencontro carregado de emoções
O embate foi mais do que um simples jogo. Para Macuácuà, significou enfrentar atletas que ajudou a formar ao longo de 11 anos. Visivelmente tocado, o treinador reconheceu o peso emocional da ocasião, descrevendo o momento como uma mistura de orgulho e dor.
Apesar do impacto sentimental, reforçou que o profissionalismo fala mais alto. Para ele, o desporto exige capacidade de adaptação e foco no futuro, sobretudo quando se inicia um novo projecto com ambições elevadas.
Nova etapa, novas metas
No clube “locomotiva”, a expectativa é clara: recuperar o protagonismo competitivo. O Ferroviário não conquistou os resultados desejados na última edição do Campeonato Nacional de Basquetebol, tendo encerrado a prova na quinta posição sob orientação de João Mulungo.
Macuácuà sabe que a pressão faz parte do cargo. Ainda assim, prefere adoptar um discurso cauteloso nesta fase inicial, sublinhando que o grupo está em construção e que qualquer decisão estratégica — incluindo eventuais reforços — será tomada no momento certo.
O treinador destacou que a identidade histórica do Ferroviário impõe ambição permanente. Para ele, o clube deve entrar em qualquer competição com o objectivo de lutar pelo topo da tabela.
Reconhecimento do trabalho anterior
Do lado da A Politécnica, o legado de Macuácuà permanece evidente. Jogadores como Ossman Sumarra reconhecem não apenas a competência técnica do treinador, mas também a sua influência na formação humana dos atletas. A disciplina defensiva, a organização táctica e o fortalecimento do carácter foram apontados como marcas do seu trabalho.
Adaptação positiva no balneário
Entre os jogadores do Ferroviário, o ambiente é de receptividade. Atletas como Titos Benjamin e Edson Chavane destacam a mudança de dinâmica nos treinos e a introdução de uma nova filosofia de jogo.
Segundo os próprios, o grupo está empenhado em assimilar as ideias do treinador, integrando jovens talentos à experiência dos jogadores mais antigos. A confiança no processo é visível, e o plantel acredita que os resultados surgirão com o amadurecimento do projecto.
Um ciclo que começa sob expectativa
A chegada de José Macuácuà representa mais do que uma simples troca no banco técnico. Marca o início de um ciclo que pode redefinir o rumo competitivo do Ferroviário de Maputo.
Com experiência consolidada, reconhecimento no panorama nacional e uma forte capacidade de liderança, o treinador assume o desafio de transformar ambição em conquistas concretas. A temporada está apenas no começo, mas a mensagem é inequívoca: o objectivo é recolocar o emblema da capital no centro das decisões e na luta pelos principais títulos do basquetebol moçambicano. -futnews24
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