A Europa entra em contagem decrescente para definir os últimos classificados ao Mundial de 2026, num cenário onde tradição e ambição colidem. De um lado, a histórica Seleção Italiana luta para acabar com um jejum que já dura mais de uma década. Do outro, a emergente Seleção de Kosovo vive o momento mais importante da sua curta história no futebol internacional.
Depois de falhar as edições de 2018 e 2022, a Itália — tetracampeã mundial — tenta evitar um terceiro fracasso consecutivo que seria inédito. Sob comando de Gennaro Gattuso, campeão do mundo em 2006, a “Azzurra” encara um ambiente hostil frente à Seleção da Bósnia e Herzegovina, numa final de repescagem que promete intensidade e pressão máxima.
A tensão aumentou após episódios fora de campo envolvendo jogadores italianos, mas o grupo tenta manter o foco. A responsabilidade também recai sobre figuras como Gianluigi Donnarumma, que ainda busca disputar o seu primeiro Campeonato do Mundo — um dado surpreendente para um dos guarda-redes mais reconhecidos da atualidade.
Do lado bósnio, a experiência de Edin Džeko continua a ser determinante. Aos 40 anos, o avançado mantém-se como referência ofensiva e símbolo de resistência de uma seleção que sonha repetir a presença histórica alcançada em 2014, no Brasil.
Enquanto isso, noutra frente decisiva, Kosovo aproxima-se de um feito sem precedentes. Reconhecida internacionalmente há apenas uma década, a seleção balcânica está a um jogo de disputar o seu primeiro grande torneio. A vitória dramática sobre a Eslováquia deu novo impulso à equipa orientada por Franco Foda, que agora tenta gerir a euforia antes do confronto decisivo.
O adversário será a Seleção da Turquia, uma equipa com mais tradição e que procura regressar ao Mundial pela primeira vez desde 2002, quando alcançou um histórico terceiro lugar. O equilíbrio promete marcar este duelo, sobretudo com Kosovo a jogar perante o seu público, em Pristina.
Outros confrontos completam este ciclo decisivo de repescagens. A Seleção da Suécia enfrenta a Seleção da Polónia, num embate marcado pela presença de Robert Lewandowski, enquanto a Seleção da República Checa mede forças com a Seleção da Dinamarca, numa luta entre duas equipas habituadas ao palco internacional.
Estas partidas vão definir os últimos representantes europeus no Campeonato do Mundo de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá — a primeira edição com 48 seleções.
Entre gigantes que procuram redenção e nações que perseguem o impossível, o futebol europeu prepara-se para escrever mais um capítulo decisivo. Para alguns, será o regresso esperado. Para outros, o início de uma nova história.