Pep Guardiola volta ao Santiago Bernabéu sob enorme pressão. O treinador do Manchester City vive uma das piores sequências da sua carreira frente ao Real Madrid e o confronto desta quarta-feira pode marcar um ponto de viragem — ou aprofundar uma crise que já dura vários anos.
O City chega a Madrid num momento complicado, e Guardiola carrega um histórico recente pouco animador: são quatro jogos consecutivos sem vencer o Real. Para encontrar uma sequência tão negativa, é preciso recuar mais de uma década, aos tempos em que dirigia o Barcelona e sofreu um empate e uma derrota em clássicos decisivos.
A partir da sua passagem pelo Bayern, o cenário agravou-se. Guardiola sofreu uma das derrotas mais pesadas da carreira na Liga dos Campeões: 1–0 no Bernabéu e um humilhante 4–0 em Munique. Desde então, o técnico tem lutado para recuperar o controlo sobre o gigante espanhol.
Do domínio absoluto ao declínio recente
Durante a era dourada no Barcelona, Guardiola parecia imbatível contra o Real Madrid. Entre 2008 e 2012, acumulou sequências históricas: cinco vitórias consecutivas e, posteriormente, sete jogos sem perder. Era o auge do “tiki-taka” e a superioridade catalã parecia inabalável.
Mas os tempos mudaram. No Manchester City, o treinador vive a sua pior fase diante da equipa de Ancelotti: dois empates e duas derrotas nos últimos quatro encontros, incluindo a eliminação nas oitavas da Champions de 2024, com derrotas por 3–2 no Etihad e 3–1 no Bernabéu.
A exceção que sustenta esperança
O único suspiro recente foi o 3–0 aplicado nas semifinais de 2023 — vitória que abriu caminho para o primeiro título europeu do City. Mas esse momento isolado não esconde a realidade: é a única vitória em sete jogos.
Um duelo decisivo
Para Guardiola, a partida desta quarta-feira é mais do que um jogo da fase de grupos: é uma oportunidade de quebrar a pior sequência da carreira contra o Real Madrid e recuperar o ímpeto do City. Uma nova derrota, porém, aprofundaria a fase negativa e representaria um dos pontos mais baixos da sua trajetória frente ao rival que melhor conhece — e que mais o tem castigado nos últimos anos.
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