Às vésperas do decisivo duelo entre Real Madrid e Manchester City, para a sexta jornada da Liga dos Campeões, Pep Guardiola voltou a demonstrar a franqueza que o caracteriza. Questionado repetidamente sobre o futuro de Xabi Alonso, o treinador espanhol recusou entrar no jogo das especulações — e deixou um recado carregado de opinião e experiência.
A conferência, atrasada em quase uma hora, começou com ironia.
“Já dei a manchete!”, disse Pep, ao ser confrontado pela imprensa espanhola sobre o destino de Xabi. O técnico foi direto: por mais admiração que tenha pelo antigo pupilo do Bayern, esse é um assunto que só o próprio Alonso pode decidir.
“Ele deve confiar nos seus instintos. Se o fizer, não estará longe da verdade.”
A mensagem deixou claro: Guardiola vê Xabi como capaz, mas recusa o papel de mentor público — cada treinador deve carregar o próprio peso.
Uma crítica velada ao ambiente externo
Pep também aproveitou para criticar o clima de pressão artificial criado em torno de treinadores de elite:
“Vocês querem saber se os jogadores estão com ele? Eu não estou lá. No fim, é sempre uma questão de poder: se a diretoria quer apoiar o treinador, apoia; se quer dar força aos jogadores, também dá.”
Pepe deixou implícito que, no futebol moderno, crises são muitas vezes fabricadas — e descartou a narrativa de que o Real Madrid vive turbulência.
Um Real Madrid menos estável, mas sempre perigoso
Ao comentar os resultados recentes dos blancos, Guardiola minimizou alarmismos e destacou o contexto de um calendário quase insustentável:
“É impossível manter consistência com tantos jogos e lesões. Os times que vencem são os que crescem ao longo da temporada.”
Recordou ainda que o PSG — campeão da última edição — tinha feito uma fase de grupos fraca. Para Pep, novembro e dezembro servem apenas para sobreviver: o verdadeiro jogo começa nas oitavas.
Olhar firme para o confronto
Sobre Xabi Alonso e o Real Madrid, Pep mostrou respeito, mas avisou que vencer a equipa merengue exige algo maior que brilhantismo:
“Para vencer o Real Madrid nesta competição, não basta ser melhor. É preciso ser muito melhor.”
Ignorou também rumores de bastidores:
“Não falei com Florentino. Ninguém me disse que este será o último jogo de Xabi. Não respondo a hipóteses.”
Impacto e leitura final
A postura de Guardiola deixa claro:
– não alimentará novelas sobre o futuro de Xabi Alonso,
– recusa participar na pressão criada pela imprensa,
– e foca apenas no jogo — que chega num momento crítico para ambas as equipas.
Com Real Madrid a precisar recuperar estabilidade e o Manchester City a carregar a obrigação de provar que continua entre os gigantes da Europa, o reencontro entre Guardiola e Alonso promete mais do que apenas futebol: promete narrativa, tensão e um duelo de ideias.
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