A selecção de Angola despediu-se da fase de grupos da Copa Africana de Nações 2025 sem conseguir o resultado decisivo diante do Egipto, ao empatar sem golos num jogo marcado pelo equilíbrio táctico e pela eficácia defensiva dos norte-africanos. O desfecho confirmou a liderança egípcia no Grupo B e deixou os Palancas Negras dependentes de combinações externas para manter vivo o sonho continental.
Ciente de que apenas a vitória garantia tranquilidade, Angola apresentou-se com postura ofensiva desde os minutos iniciais, procurando explorar a rotação profunda promovida pelo Egipto, já apurado para a fase seguinte. A mobilidade do ataque angolano criou espaços, mas a falta de acerto no último passe e na finalização voltou a penalizar a equipa.
O Egipto, mesmo com um onze alternativo, manteve a identidade que historicamente o torna uma das selecções mais difíceis de bater em África: controlo emocional, circulação segura da bola e disciplina defensiva. Sempre que Angola acelerava, encontrava uma linha defensiva compacta e um guarda-redes atento.
Na segunda parte, a equipa angolana aumentou a intensidade e refrescou o ataque, assumindo maiores riscos. As melhores ocasiões surgiram em remates de média distância e bolas paradas, mas a eficácia voltou a faltar no momento decisivo, cenário recorrente ao longo da campanha.
Do lado egípcio, a estratégia passou por gerir o ritmo, reduzir espaços e impedir que o jogo se tornasse caótico. A maturidade competitiva acabou por garantir o ponto necessário para confirmar o primeiro lugar do grupo sem sobressaltos.
O empate sem golos acabou por reflectir um duelo de intenções opostas: Angola a procurar o tudo por tudo e o Egipto a proteger um estatuto já assegurado. Para os Palancas Negras, a eliminação deixa lições claras sobre a exigência do futebol de alto nível africano, onde domínio territorial nem sempre se traduz em golos — e onde a margem de erro é mínima.