Barcelona sofre, reage e arranca empate contra um Chelsea intenso na Liga dos Campeões Feminina
O reencontro entre Barcelona e Chelsea, duas das equipas mais fortes do futebol feminino europeu, voltou a oferecer um espetáculo digno de final. No sempre imponente Stamford Bridge, inglesas e espanholas protagonizaram um duelo de ritmo alto, marcado por pressão constante, equilíbrio tático e até uma interrupção inesperada devido a problemas de energia. O empate por 1-1 mantém o Barça no topo do grupo, mas confirmou que o Chelsea continua a ser um adversário capaz de complicar — e muito — a vida das atuais campeãs europeias.
Chelsea sufoca e marca primeiro
A equipa inglesa entrou determinada e, desde o apito inicial, apresentou uma pressão alta que condicionou a saída de bola do Barça. O meio-campo catalão, geralmente dominador, encontrou enormes dificuldades para criar, com Alexia Putellas e Aitana Bonmatí bem marcadas e constantemente pressionadas.
O Chelsea explorou sobretudo as alas, principalmente com Sandy Baltimore, que criou superioridade pela esquerda e obrigou Graham Hansen a recuar várias vezes para auxiliar na defesa. A intensidade inglesa deu resultado cedo: aos 15 minutos, Ellie Carpenter avançou com velocidade pela direita, fintou a marcação e rematou forte, abrindo o marcador e fazendo justiça ao bom início da equipa britânica.
Barcelona reage com instinto e empata
Apesar das dificuldades, o Barcelona mostrou uma eficácia impressionante. Aos 23 minutos, após um escanteio mal afastado pela defesa londrina, a bola sobrou na área e Ewa Pajor apareceu no momento certo, finalizando com rapidez e sangue-frio para empatar a partida.
O golo não acalmou o jogo. O Chelsea continuou agressivo e encontrou espaços que obrigaram a guarda-redes Cata Coll a trabalhar mais do que o habitual. A zaga catalã sentiu a intensidade, e algumas imprecisões, especialmente de Mapi León, deram esperança à equipa inglesa de ampliar o placar.
Jogo interrompido e temperatura gelada aumentam o drama
Quando o duelo estava no seu momento mais vibrante, uma queda de energia interrompeu a transmissão internacional e gerou confusão no estádio. Por quase dez minutos, as jogadoras ficaram paradas em campo, expostas ao frio intenso, enquanto a equipa de arbitragem aguardava orientações. O ambiente gelado combinou com a tensão da partida, que só foi retomada após a estabilização do sistema.
Barça melhora no segundo tempo, mas Chelsea segue perigoso
A segunda parte trouxe um Barcelona mais organizado e mais paciente na circulação da bola. A equipa espanhola tentou recuperar a pressão pós-perda e instalar-se no campo adversário, o que resultou em mais controle territorial. No entanto, faltou clareza no último passe.
O Chelsea, mesmo com uma postura mais defensiva devido às ausências de nomes importantes no ataque — como Mayra Ramírez e Sam Kerr —, continuou a ser perigoso nos contra-ataques e nas jogadas construídas pelas laterais. Catarina Macário chegou a colocar a bola na baliza, mas o golo foi prontamente anulado por impedimento.
As entradas de Vicky López, Aïcha Cámara e Sydney Schertenleib deram mais energia ao Barça, mas não foram suficientes para desequilibrar uma defesa inglesa bem posicionada e determinada a somar pontos.
Empate mantém disputa acesa no grupo
Com o resultado, o Barcelona segue líder, empatado com o Lyon, mas com melhor saldo de golos. O Chelsea, por sua vez, soma oito pontos em quatro jogos e permanece na luta direta pela qualificação, mas sem margem para erros nas próximas jornadas da fase de grupos.
O duelo reforça a sensação de que Barcelona e Chelsea já se tornaram um clássico moderno do futebol feminino europeu — e, caso voltem a encontrar-se mais adiante na competição, a intensidade promete ser a mesma.
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