O Arsenal confirmou o favoritismo e garantiu a qualificação para a fase seguinte da FA Cup ao golear o Wigan Athletic por 4-0, no Emirates Stadium. A formação orientada por Mikel Arteta protagonizou uma exibição de domínio absoluto, resolvendo o encontro ainda na primeira meia hora.
Com intensidade elevada, pressão alta e circulação rápida de bola, os “Gunners” impuseram um ritmo impossível de acompanhar para o adversário da League One, demonstrando a diferença de patamar competitivo entre as duas equipas.
Entrada avassaladora decide cedo

Desde o apito inicial, o Arsenal assumiu o controlo total da posse de bola e empurrou o Wigan para junto da sua área. A pressão ofensiva cedo começou a produzir efeitos.
Aos 11 minutos, Noni Madueke abriu o marcador com um remate de pé esquerdo no interior da área, finalizando com frieza após assistência precisa de Eberechi Eze. O golo premiava uma entrada intensa e determinada dos londrinos.
Sete minutos depois, aos 18’, surgiu o segundo. Gabriel Martinelli apareceu com velocidade pela esquerda e, após novo passe decisivo de Eze, disparou cruzado para o 2-0, deixando a defesa visitante sem capacidade de reação.
O terceiro golo nasceu de um lance infeliz para o Wigan. Aos 23 minutos, um cruzamento tenso para a área provocou o desvio involuntário de Jack Hunt para a própria baliza. O autogolo ampliou para 3-0 e praticamente sentenciou o encontro.
Sem tirar o pé do acelerador, o Arsenal fez o quarto aos 26 minutos. Gabriel Jesus aproveitou uma bola solta na área e rematou com potência, consolidando a goleada ainda antes da meia hora.
Reação tímida e segurança defensiva

Apesar do cenário adverso, o Wigan tentou reagir. Joe Taylor teve uma das melhores oportunidades da equipa visitante, mas encontrou pela frente um atento Kepa Arrizabalaga, que respondeu com uma defesa de grande nível para manter a baliza inviolada.
A superioridade técnica e táctica do Arsenal era evidente. A equipa controlava a posse, variava o flanco ofensivo e mantinha linhas compactas na recuperação defensiva.
Gestão inteligente na segunda parte
No segundo tempo, o ritmo baixou naturalmente, mas o controlo manteve-se do lado da equipa da casa. Arteta promoveu alterações estratégicas, lançando Viktor Gyökeres, Leandro Trossard e Martín Zubimendi, garantindo frescura e intensidade.
Eberechi Eze destacou-se como uma das figuras do encontro. Além das duas assistências, mostrou criatividade constante, arriscando passes verticais e remates de média distância que mantiveram a defesa adversária sob pressão.
O jogo tornou-se mais físico na etapa complementar, com vários cartões amarelos distribuídos. Myles Lewis-Skelly, Christian Nørgaard e Will Aimson estiveram entre os advertidos num período de maior agressividade.
Diferença de níveis evidente
Nos minutos finais, o Arsenal ainda criou oportunidades para ampliar o marcador, com Eze novamente perto do golo. Contudo, o resultado manteve-se inalterado até ao apito final.
O 4-0 espelha não apenas a eficácia ofensiva, mas também a maturidade competitiva da equipa londrina, que soube resolver cedo e gerir o esforço físico numa fase exigente da temporada.
A diferença de qualidade ficou clara no Emirates: um Arsenal ambicioso, organizado e tecnicamente superior, frente a um Wigan combativo, mas incapaz de equilibrar forças.
Com esta vitória, os “Gunners” reforçam a candidatura à conquista da FA Cup e mantêm viva a ambição de uma época marcada por títulos e afirmação interna e europeia. (futnews24)
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