A Nigéria começou a sua caminhada na Copa Africana de Nações 2025 com vitória, mas longe da perfeição. O triunfo por 2–1 sobre a Tanzânia, em Fez, confirmou o potencial das Super Águias para lutar pelo título, ao mesmo tempo que expôs fragilidades que podem pesar nas fases decisivas do torneio, disputado em solo marroquino.
Os nigerianos dominaram boa parte do jogo, criaram várias ocasiões claras e chegaram ao golo em duas oportunidades: primeiro com Semi Ajayi, de cabeça, após bola parada cobrada por Alex Iwobi, e depois com Ademola Lookman, que decidiu a partida num momento de maior aperto. A Tanzânia, no entanto, mostrou-se perigosa e explorou falhas defensivas que impediram um resultado mais confortável para o favorito.
Apesar das críticas ao início algo lento, o histórico da CAN mostra que arrancadas avassaladoras nem sempre garantem títulos. Campeões recentes começaram tropeçando e cresceram ao longo da competição, lição que serve de alento para a equipa orientada por Eric Sekou Chelle, que parece já ter definido uma base sólida do seu onze inicial, conforme analisou a ESPN.

No plano individual, Ademola Lookman foi o grande nome da noite. Ativo, móvel e decisivo, compensou um jogo abaixo do esperado de Victor Osimhen, assumindo responsabilidades no ataque e marcando o golo da vitória após passe preciso de Iwobi. O extremo mostrou sinais claros da forma que o levou a ser eleito Jogador Africano do Ano, voltando a ser referência ofensiva da seleção.
Alex Iwobi, por sua vez, foi o cérebro da equipa. O médio do Fulham comandou o ritmo do jogo, distribuiu passes com qualidade e esteve diretamente envolvido nos dois golos, numa exibição que reforça a sua importância, muitas vezes subestimada, no conjunto nigeriano. Akor Adams também deixou boas indicações, com movimentações constantes e presença forte no último terço.
Se o ataque animou os adeptos, a defesa levantou dúvidas. As laterais mostraram dificuldades, especialmente no lance do golo da Tanzânia, e o guarda-redes Stanley Nwabali foi alvo de críticas pela reação tardia no momento decisivo, alimentando debates sobre possíveis mudanças no setor defensivo.
Com três pontos somados, a Nigéria dá o primeiro passo no Grupo, mas sai da estreia com lições claras: o talento ofensivo pode levá-la longe, porém a consistência defensiva será determinante para confirmar o estatuto de candidata ao título africano, de acordo com a análise publicada pela ESPN. | por : “Domingos Camunga ” |
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